domingo, 12 de julho de 2020

A alfabetização




O ENSINO DA LEITURA.
JOSÉ ALESSANDRO DA CONCEIÇÃO SANTOS*
                       
INTRODUÇÃO
Este texto compreende a análise crítica do capitulo três (o ensino da leitura) das estratégias de leitura de Isabel Solé, e tem como objetivo entender o processo de ensino da leitura no processo alfabetizador. Espera-se que no desenvolvimento desse trabalho possamos atingir problemáticas específicas como, o que é alfabetização como processo? Como se dar o código, consciência metalinguística e leitura?
1.      A ALFABETIZAÇÃO
Considerando o texto da Solé (1998) e também a observação no estágio, percebemos que a alfabetização é direcionada dentro de uma visão errônea do sistema educacional, já que não é um caso isolado e deveria ser um processo entendido como o domínio de todo campo oral e da consciência metalinguística. 
A alfabetização é um processo através do qual as pessoas aprendem a ler e a escrever. Estes procedimentos, porém, vão muito além de certas técnicas de translação da linguagem oral para a linguagem escrita. O domínio da leitura e da escrita pressupõe o aumento do domínio da linguagem oral, da consciência metalinguística (isto é, da capacidade de manipular e refletir intencionalmente a linguagem. (SOLÉ, 1998, Pg. 50).
Essa falta se dar em consequência da ausência de qualificação dos agentes da educação infantil, pois muitos professores ainda foram formados em sistemas antigos, onde o desprestígio com a educação de fato era apenas dentro da linha de formação de qualificação para o mundo do trabalho. Com a evolução do pensamento educacional sobre formar cidadãos críticos, esses profissionais ficaram para trás no sentido da ampliação dessa concepção, o sistema se atualiza, os cursos de formação evoluem, e o que encontramos são, as tradicionais maneiras de ensinar.
A qualificação constante dos profissionais na educação eliminaria algumas problemáticas, pelo menos em se tratando de alfabetização como processo, pois o homem só é resultado alterado, quando há equilíbrio entre o passado, o presente e pensa no futuro.
2.      CÓDIGO, CONSCIÊNCIA METALINGUÍSTICA E LEITURA.
Segundo Solé (1998) para termos acesso a qualquer texto, precisamos ter acesso ao seu código e todos os símbolos. Como processo que precisa de um sistema para o entendimento amplo e considerando que o ser não pode ser autônomo para esse aprendizado, e que precisa de outro ser para que internalize a organização desses códigos e símbolos. É importante que os cuidados sejam os máximos possíveis, porque dependendo de como o aluno está assimilando o conteúdo, ele reproduzirá da mesma forma, por isso é necessário que os responsáveis por esse processo sejam pessoas qualificadas e empenhadas, especificamente no processo de alfabetização.
As crianças em especial, observam e aprendem rápido os códigos, essa metalinguagem deve ser considerada como minuciosa, e vista como muito importante.
De fato as crianças prestam atenção à sua linguagem e à linguagem dos outros desde muito cedo; percebem os erros que cometem, os erros alheios, a rima, adoram adivinhações e costumam brincar de inventá-las embora seu conteúdo não tenha nenhum sentido. (SOLÉ, 1998, Pg. 53)

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esses dois pressupostos explicam a importância do campo de alfabetização e do sistema de ensino da leitura. Notoriamente, a significância se retrata na explicação do sistema do texto da Isabel Solé. À partir das observações em estágio, percebemos que o processo de alfabetização está em desacordo com os processos pensados no texto de Solé (1998).  
REFERÊNCIA
SOLÉ, Isabel – estratégias de leitura; trad. Cláudia Schilling – 6.ed. – Porto Alegre: Artmed, 1998.




* Graduado em Pedagogia. Universidade do Estado do Amazonas. Especializado em Ensino de Filosofia. E-mails: sa_nbas@hotmail.com e as4677506@gmail.com


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