O ENSINO DA LEITURA.
JOSÉ
ALESSANDRO DA CONCEIÇÃO SANTOS*
INTRODUÇÃO
Este texto compreende a análise crítica do capitulo
três (o ensino da leitura) das estratégias de leitura de Isabel Solé, e tem
como objetivo entender o processo de ensino da leitura no processo
alfabetizador. Espera-se que no desenvolvimento desse trabalho possamos atingir
problemáticas específicas como, o que é alfabetização como processo? Como se dar
o código, consciência metalinguística e leitura?
1.
A
ALFABETIZAÇÃO
Considerando o texto da Solé (1998) e também a
observação no estágio, percebemos que a alfabetização é direcionada dentro de
uma visão errônea do sistema educacional, já que não é um caso isolado e
deveria ser um processo entendido como o domínio de todo campo oral e da
consciência metalinguística.
A
alfabetização é um processo através do qual as pessoas aprendem a ler e a
escrever. Estes procedimentos, porém, vão muito além de certas técnicas de
translação da linguagem oral para a linguagem escrita. O domínio da leitura e
da escrita pressupõe o aumento do domínio da linguagem oral, da consciência
metalinguística (isto é, da capacidade de manipular e refletir intencionalmente
a linguagem. (SOLÉ, 1998, Pg. 50).
Essa falta se dar em consequência da ausência de
qualificação dos agentes da educação infantil, pois muitos professores ainda
foram formados em sistemas antigos, onde o desprestígio com a educação de fato
era apenas dentro da linha de formação de qualificação para o mundo do
trabalho. Com a evolução do pensamento educacional sobre formar cidadãos
críticos, esses profissionais ficaram para trás no sentido da ampliação dessa
concepção, o sistema se atualiza, os cursos de formação evoluem, e o que
encontramos são, as tradicionais maneiras de ensinar.
A qualificação constante dos profissionais na
educação eliminaria algumas problemáticas, pelo menos em se tratando de
alfabetização como processo, pois o homem só é resultado alterado, quando há
equilíbrio entre o passado, o presente e pensa no futuro.
2.
CÓDIGO,
CONSCIÊNCIA METALINGUÍSTICA E LEITURA.
Segundo Solé (1998) para termos acesso a qualquer
texto, precisamos ter acesso ao seu código e todos os símbolos. Como processo
que precisa de um sistema para o entendimento amplo e considerando que o ser
não pode ser autônomo para esse aprendizado, e que precisa de outro ser para
que internalize a organização desses códigos e símbolos. É importante que os
cuidados sejam os máximos possíveis, porque dependendo de como o aluno está
assimilando o conteúdo, ele reproduzirá da mesma forma, por isso é necessário
que os responsáveis por esse processo sejam pessoas qualificadas e empenhadas,
especificamente no processo de alfabetização.
As crianças em especial, observam e aprendem rápido
os códigos, essa metalinguagem deve ser considerada como minuciosa, e vista como
muito importante.
De
fato as crianças prestam atenção à sua linguagem e à linguagem dos outros desde
muito cedo; percebem os erros que cometem, os erros alheios, a rima, adoram
adivinhações e costumam brincar de inventá-las embora seu conteúdo não tenha
nenhum sentido. (SOLÉ, 1998, Pg. 53)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esses dois pressupostos explicam a importância do
campo de alfabetização e do sistema de ensino da leitura. Notoriamente, a
significância se retrata na explicação do sistema do texto da Isabel Solé. À
partir das observações em estágio, percebemos que o processo de alfabetização
está em desacordo com os processos pensados no texto de Solé (1998).
REFERÊNCIA
SOLÉ, Isabel – estratégias de
leitura; trad. Cláudia Schilling – 6.ed. – Porto
Alegre: Artmed, 1998.
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