quarta-feira, 24 de junho de 2020

Comênio e René Descartes

 
Comênio e René Descartes
 JOSÉ ALESSANDRO DA CONCEIÇÃO SANTOS


Contexto Histórico

      O século XVII foi marcado por variadas características nos diversos setores da vida humana.
      Setor econômico
      Setor estatal
      Setor político Internacional
      Setor moral
      Setor científico

NASCIMENTO DO RENASCIMENTO

Nascia uma ordem social, que enfatizava o talento, individualismo, potencial de cada um, independente da origem; pregava-se a igualdade; colocava o homem no centro das decisões. 
Surgiram as grandes navegações, reformas religiosas, renascimento artístico e literário.

René Descartes

Quem foi?
Descartes foi um importante filósofo, matemático e físico francês do século XVII. Também fez estudos nas áreas da Epistemologia e Metafísica. Descartes é considerado o pioneiro no pensamento filosófico moderno.

Nascimento
Descartes nasceu na cidade de La Haye (França) em 31 de março de 1596.

Morte
Morreu na cidade de Estocolmo (Suécia) em 11 de fevereiro de 1650.

 Principais obras
      Regras para a direção do espírito (1628)
      Discurso sobre o método (1637)
      Geometria (1637)
       Meditações Metafísicas (1641)

Comênio

Comênio pretendia tornar a aprendizagem eficaz e atraente mediante cuidadosa organização de tarefas. Ele próprio se empenhava na elaboração de manuais – uma novidade para a época – e minuciosamente detalhava o procedimento do mestre, segundo gradações das dificuldades e com ritmo adequado a capacidade de assimilação dos alunos.
O ponto de partida da aprendizagem é sempre o conhecido, indo do simples para o complexo, do concreto para o abstrato. O verdadeiro estudo inicia nas próprias coisas, no “livro da natureza”, o que representa viva oposição ao ensino retórico dos escolásticos. A experiência sensível, como fonte de todo conhecimento, exige a educação dos sentidos.
Para Comênio, o complemento de sua pansofia é a aspiração democrática do ensino, aos quais todos teriam acesso, homens ou mulheres, ricos ou pobres, inteligentes ou ineptos. Com estas poucas referencias, percebemos o caráter inovador do pensamento de Comênio, de sabor muito atual.


Imagem 1: Mapa filosófico marítimo da idade moderna. Retirada da internet, 2015.

Conclusão

No século XVII a Europa ainda se debatia na contradição de uma visão aristocrática da nobreza feudal diante de um mundo que se construía segundo valores burgueses. Essa contradição se refletiu, portanto, na educação. Por um lado existia a aspiração a uma pedagogia realista e, em alguns casos, até universal, estendida a todos. Por outro, para além das discussões dos filósofos e teóricos da educação, de maneira geral as escolas continuavam ministrando um ensino conservador, predominantemente nas mãos dos jesuítas de outras ordens religiosas.
Por isso, ainda era cedo para se falar em educação universal, como pensa Comênio. O que prevaleceu no século XVII foi a formação do gentleman, do honnetê homme, do cortesão, do modelo de uma nobreza aburguesada (e também de um burguês que desejava ser fidalgo). Na realidade, esboçava-se no século XIX, sobre tudo com Herbat. Essa base parece, por exemplo, nas atenções de Comênio com o método, a organização do conhecimento, o emprego racional do tempo de estudo, a noção de programa, o cuidado com o material didático, a valorização do mestre como guia do processo de aprendizagem. 


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